Os paletes se tornaram um elemento popular na decoração. Sua versatilidade, rusticidade e apelo estético os tornaram uma escolha comum para mobiliar casas e espaços comerciais. Porém, segundo Paula Rocha, Gerente de Retail Solutions da CHEP Brasil, por trás dessa tendência aparentemente inofensiva, surge uma preocupação crescente sobre o uso adequado e responsável desses itens. À primeira vista, a reutilização dos paletes pode parecer uma opção sustentável. Afinal, o reaproveitamento de materiais reduz o desperdício e minimizar o impacto ambiental. Atualmente, existe um sistema muito eficiente de pooling de paletes azuis, que desempenha um papel crucial na economia circular. Este sistema permite que esses itens sejam reutilizados e compartilhados em diversas indústrias, o que, comparado a outras alternativas de mercado, garante menos uso de recursos da natureza, emissão de CO2 e resíduos a aterros sanitários.Porém, quando são desviados desse sistema e utilizados exclusivamente para fins de decoração, esse ciclo sustentável é interrompido. Paletes utilizados inadequadamente são adotados sem considerar questões importantes de segurança. Um dos principais problemas associados ao uso indevido na decoração é a falta de regulamentação e controle de qualidade. Muitas vezes, os paletes disponíveis para uso de decoração não passam por inspeções adequadas para garantir sua integridade estrutural e segurança. Como resultado, os paletes danificados, enfraquecidos ou tratados com produtos químicos nocivos podem representar sérios riscos para aqueles que os utilizam.O emprego indiscriminado do item na decoração também pode contribuir para a disseminação de pragas e doenças. Paletes que foram armazenados ao ar livre ou em condições inadequadas podem abrigar insetos e fungos prejudiciais à saúde. Ao trazê-los para dentro de casa, há o risco de contaminar o ambiente.Outra preocupação é a falta de consciência sobre as origens e seu potencial impacto ambiental. Nem todos são fabricados de forma sustentável, e muitos são feitos de madeira proveniente de desmatamento ilegal ou de áreas de conservação ambiental. Ao utilizar sem verificar sua procedência, os consumidores podem contribuir para a destruição de ecossistemas e habitats naturais.