Muitas vezes associada ao estilo minimalista, a decoração monocromática, erroneamente, caiu na mística de algo monótono e limitado.

Esse pensamento fez com que muitos não enxergassem o real potencial de um projeto pautado em uma única cor acompanhada por seus gradientes.

No entanto, para o arquiteto Bruno Moraes, à frente do BMA Studio, a monocromia é um recurso versátil e resulta tanto em composições delicadas quanto em propostas marcantes e cheias de impacto.

Segundo ele, tudo depende da intenção, e o segredo está na forma como as nuances são exploradas.

“A monocromia não precisa ser entendida como limitação, mas como oportunidade.”

“Ela convida o olhar a se aprofundar nas pequenas variações e nos detalhes que, em um projeto multicolorido, poderiam passar despercebidos”

Claro que o primeiro passo é definir qual cor será a base do ambiente para, na sequência, elaborar o leque de variações que passam desde as mais suaves às mais profundas.

COMO ACERTAR NAS ESCOLHAS

Essa gradação evita que o projeto pareça superficial, acrescenta camadas de interesse e equilibra a intensidade.

“Quem opta pelo verde pode mesclar nuances suaves nas paredes e apostar em versões mais intensas nos móveis”, exemplifica Bruno.

Outro aspecto importante é escolher os materiais que vão compor essa paleta escolhida.

A monocromia só ganha corpo quando inserida em diferentes superfícies, como tecidos, pisos, revestimentos e acessórios decorativos.